Eu já fui criança como todos já foram. Eu brinquei no playground, ou pelo menos tentei. Eu particularmente gostava de ficar sozinho, eu via as outras crianças brincando e acredite ou não, eu estava o tempo todo na porta de casa observando o mundo da minha redoma. Eu já sabia o que era tristeza, eu já conhecia a parte ruim, talvez sem muita noção disso, mas eu já conhecia a parte escura da minha casa e do mundo.
Já fui um adolescente também, e sabe de uma coisa? Eu ainda me sinto um, um que já supostamente encara o mundo como um adulto. Eu vi todos alcançarem seus objetivos, ou mudar tais, eu penso que a qualquer momento todos voltarão a ser adolescentes, mas tenho certeza de que essa esperança é inútil. Não quero voltar para o segundo grau, não acho necessário, não quero que meu corpo físico seja tão ágil quanto a anos atrás, eu só queria ter a mesma fé e os mesmo pensamentos liberais de antes. Sabe aqueles intensos que arrancam lágrimas ou constroem sorrisos, ou mesmo aqueles imaturos e infantis?
Eu não sou mais criança. Eu não sou adolescente. Sou um adulto, talvez eu esteja tentando ser um, mas responsabilidade se formula com o tempo e experiências, o tempo me sobra, mas experiências... Tenho algumas guardadas junto à roupa na backpack. São apenas coisas que sei que irei usar, então não espere uma caixa de sorrisos, ou um litro com lágrimas, pois sinceramente, as lágrimas ficaram na infância e os sorrisos na adolescência, nessa fase adulta uso apenas a neutralidades dos sentimentos, a parte prática dos pensamentos.
Eu tinha um amor, mas como todos podem imaginar, são coisas da vida ter um ou outro, e também faz parte da vida perder e não querer mais ninguém, entretanto pensamentos como esses felizmente não são atemporais. Do pouco que já vivi, não foi difícil descobrir que as pessoas nos machucam, o amor não. Não leve a mal ao me ouvir dizer isso, mas: as pessoas não sabem amar. Não pense que digo isso pelos sorrisos que me desmancharam, eu sei e foi duro saber que amar não é relativamente fácil, e que ás vezes as lágrimas não são parte de tristeza. O que estou querendo dizer é que o amor não se inventa, ou se torna verdade com milhares de mentiras sinceras, porém se projeta depois de um buraco de ilusões, tampado com muita terra e cimento.
Tenho que redizer que sou um adulto (achar que sou não quer dizer que eu seja), estou tentando encontrar o melhor modo de ser um. Um homem se projeta como muitas palavras em uma folha de papel em branco, o conteúdo neste é o que revela se há um sentido em seus atos ou se ele é incoeso.