sexta-feira, 8 de julho de 2011

Um pouco de mim em nós


Eu já fui criança como todos já foram. Eu brinquei no playground, ou pelo menos tentei.  Eu particularmente gostava de ficar sozinho, eu via as outras crianças brincando e acredite ou não, eu estava o tempo todo na porta de casa observando o mundo da minha redoma. Eu já sabia o que era tristeza, eu já conhecia a parte ruim, talvez sem muita noção disso, mas eu já conhecia a parte escura da minha casa e do mundo.
Já fui um adolescente também, e sabe de uma coisa? Eu ainda me sinto um, um que já supostamente encara o mundo como um adulto.  Eu vi todos alcançarem seus objetivos, ou mudar tais, eu penso que a qualquer momento todos voltarão a ser adolescentes, mas tenho certeza de que essa esperança é inútil. Não quero voltar para o segundo grau, não acho necessário, não quero que meu corpo físico seja tão ágil quanto a anos atrás, eu só queria ter a mesma fé e os mesmo pensamentos liberais de antes. Sabe aqueles intensos que arrancam lágrimas ou constroem sorrisos, ou mesmo aqueles imaturos e infantis?
 Eu não sou mais criança. Eu não sou adolescente. Sou um adulto, talvez eu esteja tentando ser um, mas responsabilidade se formula com o tempo e experiências, o tempo me sobra, mas experiências... Tenho algumas guardadas junto à roupa na backpack. São apenas coisas que sei que irei usar, então não espere uma caixa de sorrisos, ou um litro com lágrimas, pois sinceramente, as lágrimas ficaram na infância e os sorrisos na adolescência, nessa fase adulta uso apenas a neutralidades dos sentimentos, a parte prática dos pensamentos.
Eu tinha um amor, mas como todos podem imaginar, são coisas da vida ter um ou outro, e também faz parte da vida perder e não querer mais ninguém, entretanto pensamentos como esses felizmente não são atemporais. Do pouco que já vivi, não foi difícil descobrir que as pessoas nos machucam, o amor não. Não leve a mal ao me ouvir dizer isso, mas: as pessoas não sabem amar. Não pense que digo isso pelos sorrisos que me desmancharam, eu sei e foi duro saber que amar não é relativamente fácil, e que ás vezes as lágrimas não são parte de tristeza. O que estou querendo dizer é que o amor não se inventa, ou se torna verdade com milhares de mentiras sinceras, porém se projeta depois de um buraco de ilusões, tampado com muita terra e cimento.
Tenho que redizer que sou um adulto (achar que sou não quer dizer que eu seja), estou tentando encontrar o melhor modo de ser um. Um homem se projeta como muitas palavras em uma folha de papel em branco, o conteúdo neste é o que revela se há um sentido em seus atos ou se ele é incoeso.