Uma noite com estrelas ou uma manhã com aurora.
O fogo ardente que toquei na tua pele me queimou.
Eis a face do perigo: Um amor coberto pelo amargo, retorcido pelo passado.
Gostei do gosto da dor mesmo não sabendo que gosto tinha.
Gostei do embrulho daquele pacote que deixaram na porta de casa.
Um vermelho vivo, uma fita dourada, pronta para cortar alguns dos meus dedos.
Eis a face do perigo: Provar do amargo e do sabor da dor, então gostar.
Em princípio, tanto faz; Depois, torcer o rosto já não é voluntário.
O passo seguinte é agonizar no chão.
Frio, grosseiro, seco.
Tento imaginar mesmo de longe;
Um muro forte, tão frio quanto os lábios de um cadáver,
Tão distante quanto o horizonte,
Porém, tão perto quanto a embriagante dor.
Como esquecer essa dor sem nomenclatura?
Como apagar flashes de boas memórias sem sair danificado?
No final de tudo ou do que quase começou e me abateu. O toque de recolher.
Recolho minhas memórias; recolho minha dor.
Eis a hora de dormir, talvez esquecer. Ou acordar, lembrar de tudo novamente.
Não é do medo de ter medo que tenho aflição.
Muito menos do passado que tenho medo.
O meio amargo está no presente.
Livrai-me no futuro.
Livrar-me-ei no futuro.
E que esse futuro me abrace logo, por favor!
