Sabe quando tu amas pela primeira vez, e tudo que tu sentes é totalmente intenso, é completamente novo, é algo que te toma como um dia deitado na grama, sendo banhado pela luz da lua, o vento tocando tua pele? A imagem da coisa mais linda toma tua cabeça e ao fechar os olhos você sorrir interna e externamente, tua alma parece completa, você parece completo, então tu recebes uma flor e descobre que os clichês da vida são tão verdadeiros quanto fieis em suas palavras. Flores têm espinho, espinhos furam a pele, derramam o sangue do ser frágil e descuidado. Bem... De tudo que já vi do amor, sei bem que amor acaba em tragédia. E o espinho que te fura não é um espinho qualquer, pois ele muda a tua vida, ele muda teu modo de ver o mundo, de tratar as pessoas, de tratar a si mesmo. Tu descobres que morrer por dentro várias e várias vezes faz parte do percurso, do complicadíssimo sistema de viver em sociedade – e isoladamente. Porém, depois de tu mudares, tu descobres que apesar de todas as flores terem espinhos, nem todas irão usá-los para te machucar, algumas flores simplesmente escondem os próprios espinhos e se machucam por dentro. Outra coisa que descobri sobre o amor: alguém sempre sai machucado; Ao perceber que, apesar de teres uma semente alojada dentro de ti depois do primeiro amor, o segundo te faz notar que tu entregas uma flor a este, uma que vai destroçá-lo, assim como tu fora.
Com o tempo tu percebes que ao machucar tu não queres mais fazê-lo, pois tu já conheceras a dor de presentear com uma flor espinhosa, então, tu te abres novamente para sentir aquele primeiro amor, mas com outra pessoa. Bem... Tu estás mudando para voltar ao que era. Mas esquecera de como a sensação de primeiro amor acaba. Tragédia.
Então é isso! Isso é viver, isso é fazer parte da sociedade, tu deves vive-la, tu deves saber lidar com ela, ou tu apenas será mais uma pessoa espetada pelo espinho que tu relacionaras com a sensação do primeiro amor. Tu continuarás sonhando. Tu continuas sonhando, tu continuas perdido, tu continuas por aí, na sociedade, vivendo (isoladamente).