quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Cemitério dos vivos Part. I e II

É uma fase bastante conturbada essa que todos estão passando. Um sonho marcando nossa doença. Todos ansiosos pela morte de um rei que tudo tem. Pobre rei, viver sendo deslumbrado pela sua postura, mas julgado erroneamente por aqueles que convivem apenas com suas vestes. Não é fácil ser um fantasma da imagem da sociedade, mais difícil ainda é ser o fantasma do coração alheio. Não no sentido assustador dos filmes de terror, mas no sentido de que mesmo estando ali, ser notado é uma questão de tempo. E tempo, diferentemente, do que dizem, não é algo que se encontra como bilhetes de loteria. Envelhecemos, nos tornamos poeira quando menos esperamos. Alguns vão mais cedo para além do desconhecido, outros vão criando rugas e acumulando morte dentro de si. O barro e a poeira são sempre o ultimo estado da vida - ou morte-, senão pó.


Imagem da internet
Não há nada mais triste que se esconder dentro do próprio coração, pois é ali que habita toda a tristeza do homem. Estar no escuro com tudo aquilo que corrói a própria existência significa o mesmo que se entregar ao desesperado grito de socorro, às vezes haverá uma resposta rápida de resgate, às vezes é ali que você reside até os últimos dias. Últimos dias de dor, prisão e cárcere, a morte nem sempre pareceu tão alegre, tão libertadora.