terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Respire, apenas.

Imagem da internet
Respira lentamente.
Enche os pulmões de ar.
Sente mais uma vez os batimentos cardíacos.
Sangre pela manhã.
Chore pela tarde.
Ria pela noite.
Seja humano.
São 03h00min; Pelo frio que o corpo treme; pelo vazio que esse frio abriga, esquente teu ar. Joga o cobertor pelo teu corpo, fecha a janela, o sol vai nascer daqui a pouco.
Tu estas como uma mãe à espera de um filho e não precisa compartilhar, guarda esse segredo, surpreenda. Fecha essa janela, abre essa porta. Não há necessidade de fazeres o contrário.
Não viverás no passado para sempre. Corta o coração ao saber, corta o coração, o seu e o dos outros. Verdade. Fim.
Enche os pulmões de ar.
Tão leve quanto um barco de papel, tão eficiente quanto um de verdade. Carrega um pouco do meu, carrega um pouco do teu, de alguns, do deles e do delas.
Viva a sua verdade e não a verdade alheia.
Tu estas aqui, ali, segurando firme, não se entregou pelo fim. (A)manhã está por vir, mas não solicite o que te consomes, não abriga o que te assola.  Enche os pulmões de ar e vai, ou fica. Dê um passo se quiser, arraste-se se estiver difícil, mas corra, corra se estiver fácil. Construa, derruba, depois construa novamente. Seja sólido, seja duro, seja frio, mas seja por você. Seja por saber que podes também sorrir, não por também querer.