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Você pode olhar para ela e ver aquela menina que desde cedo aprendeu a ser mulher. O sorriso simples, tímido, amedrontado, o coração aflito, ansioso, descobrindo o que as pessoas são, o que podem oferecer e como podem ser. Desde pequena com o coração também literalmente pequeno, os olhos brilhantes de tanta água, as mãos trêmulas de tanta ternura, cuidado e preocupação. Seu coração nunca bateu tão forte ou vivo desde muito tempo; Além de ser uma mulher ainda criança, é a criança mais mulher que qualquer um já pode ter conhecido, mesmo sem a oportunidade de conhecer, pois ela é exemplar e forte, ela é brava e guerreira. Tem no peito a cor do sofrimento, nas costas e nos pulsos as marcas solidão. Mas ela se tornou uma mulher, das mais sedutoras, do sorriso mais encantador, da mente mais inteligente, e desde a construção fiel dos seus sorrisos que ela vem transformando a criança que sempre quis ser, em mulher, a que sempre desejou ser, mesmo sem a noção que naquele tempo era a mulher de hoje que gostaria se tornar. Bateu no peito de orgulho, clamou por um amor quente como um bolo recém assado no forno, chorou, pois chorar foi preciso, gargalhou das derrotas após ter caído e se levantado, não com a tristeza da criança que fisicamente era, mas com a humanidade e a força da mulher que iria-inconscientemente-, se tornar. Aprendeu, aprendeu que com muita luta e pouca covardia poderia chegar a ser maçã dos olhos de alguém, um alguém que sem covardia tornar-se-ia o seu fiel elo. Transformou-se em apoio, em gratidão, em abrigo. Sentiu nos dedos a delicadeza de um espinho, e nas penas do travesseiro a aspereza de uma noite sem sono, mas ela sonhou, sonhou com dias melhores, com renovação da vida; ela sonhou que hoje seria diferente, que amanhã ela pode conquistar tudo que almejar, apenas respirando, apenas vivendo o hoje. Ela esqueceu o que deveria -um dos atos mais ariscados- e foi, foi para onde sua mente a levaria, foi para onde ser apenas mais um não era ser qualquer um, ela foi ser ela, e foi sim, mais uma de muitas mulheres, mas foi única na singularidade que todos podem ser, mas poucos são. Ela não é covarde, ela é forte e essa força ela canaliza no bem, no amor, na fé. Ela não perdeu sua infância, ela só descobriu que uma mulher não tem um coração frágil, mas firme, você pode pisar; deixá-la no chão, mas no final, ela vai sorrir, e nossa!... Com esse sorriso ela cresce, ela conquista o mundo, o mundo de todos, e principalmente, o mundo dela.
