quarta-feira, 12 de outubro de 2011

To fix you

Dói mais ainda quando você não sabe a profundeza dos teus ferimentos, você tenta tocar a superfície com a ponta dos dedos, o menos calejado, para que , quando alcançar o ponto mais fundo, da ferida mais dolorosa, sentir a mais leve dor. Porém se enganas ao achar que a dor será leve, pois não existe dor leve, nem mesmo existe dor que não deixe cicatriz, pois no ponto mínimo, no átomo, haverá uma mancha, uma rachadura, uma contusão. Cada um só é capaz de definir a própria dor e alguns nem mesmo as suas sabem definir.
Você já derramou nas suas lágrimas sonhos, vontades, desejos, vida.
No seu sorriso poucas vezes alegria, felicidade, carpe diem, mas fingimento.
Você já tentou se consertar... ?
...
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Você deveria tentar mudar um pouco, não pensar em muitas coisas, mas viver. Correr um pouco os riscos do engraçado. Não tentar mudar os conceitos das pessoas, porque as pessoas simplesmente erram e sabem que é saudável errar. E perdoar? Talvez você não deva mais viver entregando o teu perdão, nem tua indiferença, pois o perdão e a indiferença, às vezes só servem para aumentar os erros na zona de conforto, que muitos, muitas vezes não sabem enxergar. Odeie, como se alguns fossem seus inimigos, mas nunca deixe que esse seu ódio te controle, use-o apenas para saber que há pessoas que devem ser evitadas, ignoradas e devem permanecer longe do teu conceito de vida.
Não importa o lugar a que você pertence ou se não pertence a nenhum, pertença ao seu mundo, faça da tua força as tuas alegrias, dos teus erros prevenções para erros futuros, maiores. Seja imperfeito não tentando ser perfeito, mas erre na vida, tente na vida, depois não haverá vida para errar, nem dores para sentir.