Foi então que eu percebi o que havia feito e que ela eu havia perdido. Eu fui sincero e errado, errei mais que qualquer um já errou. Deixei o medo me guiar e transformei a vida de um ser puro em sombras. Nunca deixe o medo te guiar, tu podes tornar a vida das pessoas uma junção de espinhos em carne. Eu sou um mostro.
Mas aquelas palavras dela me machucaram mais que qualquer outra coisa de emoções feridas. Aquela reação me destruiu, me sufocou e a cada segundo que se passa, eu não consigo não pensar no quão destrutivo eu fui, não quão destrutivo sou, e no quão indestrutível acreditam que eu seja.
“Deixe-o ir; deixe que ele seja livre; deixe que ele viva sem você”.
“Deixe-o ir; deixe que ele seja livre; deixe que ele viva sem você”.
“Deixe-o ir; deixe que ele seja livre; deixe que ele viva sem você”. Suas torturantes palavras me mostraram um mostro. Seu desespero me agoniou. Suas palavras se repetem dentro de mim, batendo nas paredes internas do meu corpo, machucando cada pensamento saudável que eu já tive. Eu sofri e sofro, como mais um que já viveu nessa terra sistemática, onde o sistema não se pode ser mudado, e quem se atrever a tentar sairá gravemente ferido.
Eu fui um ser puro, mas me deixei ser envolvido por sombras,sendo possuído e aderindo o sistema, fazendo parte dos que recrutam. Eu sou um mostro.
“Deixe-o ir; deixe que ele seja livre; deixe que ele viva sem você”. Ela disse;
Eu sou um mostro.