domingo, 11 de setembro de 2011

Encontrando os eixos

Há um turbilhão de pensamentos me rondando agora. Conclusões, fatos e idealizações.
Uma nova vida e um novo sorriso aguardam meus sentimentos mais destrutivos. As coisas estão... Encontrando os eixos. A vida em sua plenitude está mudando e tais mudanças são ótimas. Ver-se que as histórias contadas entre os cacos e pedras fazem sentido.
As paredes foram quebradas e há um paraíso dentro mim. Tudo do que eu precisava era uma nova visão da idealização, uma idealização não minha; não compartilhada por mim e meus sentimentos banais. Eu precisava ser o outro para me libertar. Eu sinto o cheiro da libertação da vida, do medo sobre a vida, do que machuca. Isto quer dizer que o gelo está se derretendo e a dor que antes eu sentia dentro de mim também foi libertada. A dor que grita alto agora é sobre o meu sofrer, o sofrer externo, e isso é muito novo. Um novo eu, um eu mais que antigo, que havia se despedido de mim, mas que agora voltou. Eu sou um novo antigo eu, o que sofria por sentimentos e não por indiferença, um eu que sofre pelos outros e não por si mesmo, mas que tem a força de um dia para superar a si e a sua própria dor. Eu cheguei a conclusões, fatos e idealizações. Eu estou bem; Eu ficarei ótimo.



sábado, 10 de setembro de 2011

Ela me mostrou um eu

“Deixe-o ir; deixe que ele seja livre.” Ela disse com sua voz tremula, rouca, segurando o desespero e as lágrimas que já estavam se formando nos seus olhos e interrompendo sua garganta.
Foi então que eu percebi o que havia feito e que ela eu havia perdido. Eu fui sincero e errado, errei mais que qualquer um já errou. Deixei o medo me guiar e transformei a vida de um ser puro em sombras. Nunca deixe o medo te guiar, tu podes tornar a vida das pessoas uma junção de espinhos em carne. Eu sou um mostro.
Mas aquelas palavras dela me machucaram mais que qualquer outra coisa de emoções feridas. Aquela reação me destruiu, me sufocou e a cada segundo que se passa, eu não consigo não pensar no quão destrutivo eu fui, não quão destrutivo sou, e no quão indestrutível acreditam que eu seja.
“Deixe-o ir; deixe que ele seja livre; deixe que ele viva sem você”.
“Deixe-o ir; deixe que ele seja livre; deixe que ele viva sem você”.
“Deixe-o ir; deixe que ele seja livre; deixe que ele viva sem você”. Suas torturantes palavras me mostraram um mostro. Seu desespero me agoniou. Suas palavras se repetem dentro de mim, batendo nas paredes internas do meu corpo, machucando cada pensamento saudável que eu já tive. Eu sofri e sofro, como mais um que já viveu nessa terra sistemática, onde o sistema não se pode ser mudado, e quem se atrever a tentar sairá gravemente ferido.
Eu fui um ser puro, mas me deixei ser envolvido por sombras,sendo possuído e aderindo o sistema, fazendo parte dos que recrutam. Eu sou um mostro.
“Deixe-o ir; deixe que ele seja livre; deixe que ele viva sem você”. Ela disse;
Eu sou um mostro.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Dose de mim

Enche o meu copo, preciso me embriagar. Sei que essa coisa estranha vai me deixar logo. Põe a dose do teu álcool mais forte em um copo de vidro, do mais resistente vidro que tu tiveres, pois sei que esse vidro irá se quebrar, por que, por mais resistente que ele seja, ainda assim é vidro. Por mais resistente que fui, fui quebrado, demorou um pouco para eu saber que aquela parte destroçada no chão fazia parte de mim e de alguns dos meus pedaços, mas agora eu vejo e sinto claramente que eu fui um vidro resistente, porém, assim como o copo resistente e quebrável que tu estarás me servindo, eu quebrei e quebrar-me-ei novamente. Eu sou como um copo de vidro, tornando-me outro a cada estrondo ouvido no chão.
Não sei como foi possível eu me embriagar da dose errada; Talvez eu soubesse que quando dois olhares se cruzam há mais de uma possibilidade. Um olhar pode definir reciprocidade, mas também pode querer dizer dois pares de olhos confrontando-se para manter a distancia, a separação do desejo provocada pelo desprezo.
Não, agora não! Por favor! Mudei de idéia, traga apenas o copo, pois vou enchê-lo apenas com o sangue, o meu sangue, talvez eu bebendo o líquido de mim mesmo esses cacos se colem - como em uma ligação surreal orgânica -, e eu possa tomar uns drinks de uma bebida de verdade, que não tenha gosto de ferro e fel, mas o sabor do alívio de não ter apenas a dor do desprezo em mim, mas conhecer o gosto da reciprocidade.