Encontra-se entre um dilema; um dilema resolvido.
Não importa o que se faça, qualquer movimento será bruto, desconhecido.
Não importa quantos sóis irão aparecer, no fim do dia, o sol descerá e a lua surgirá provida de tanta beleza sim, e também, iluminando as ruas e avenidas de uma cidade escura qualquer ou específica. Sempre há dois lados, o bom e o não tão bom assim, e com a lua, tirando o lado belo e clareador, restam-se apenas as sobras do dia e as sombras da noite; sombras perdidas por se juntarem pela falta de luz e separarem-se com a presença dela que nesta noite apresentar-se-á ausente.
O dia é limpo e claro, existem flores até no concreto, espinhos nessas flores, mas sempre há uma lâmina ou duas para desarmar a flor dos seus espinhos; há sempre flores sem espinhos sendo carregadas por uma pessoa apaixonada. A luz do dia em um quarto trancado – um mundo, - em um escuro, não se é notada com tanta evindêcia, entretanto sabe-se da sua existência, pois ver-se luminosidade pelas frestas da janela. A luz do dia é clara de estar claro pelo sol, motivo de sorrisos, de vontades e desejos, de vida. Dez palavras para completar uma sentença, essa sentença chama a lua, sem seu papel de iluminar como um objeto iluminado faz: Uma lua está chegando e trazendo com ela a solidão.
Não se atrasa o relógio do sol e da lua, eles estão interligados. Cedo ou tarde por mais que o sol brilhe a lua requer sua própria chegada para apaziguar a vida do dia e encarar o fim à noite. Não importa o que se faça a lua sempre irá aparecer.


