sábado, 27 de agosto de 2011

Anoitecer

Encontra-se entre um dilema; um dilema resolvido.
Não importa o que se faça, qualquer movimento será bruto, desconhecido.
Não importa quantos sóis irão aparecer, no fim do dia, o sol descerá e a lua surgirá provida de tanta beleza sim, e também, iluminando as ruas e avenidas de uma cidade escura qualquer ou específica. Sempre há dois lados, o bom e o não tão bom assim, e com a lua, tirando o lado belo e clareador, restam-se apenas as sobras do dia e as sombras da noite; sombras perdidas por se juntarem pela falta de luz e separarem-se com a presença dela que nesta noite apresentar-se-á ausente.
O dia é limpo e claro, existem flores até no concreto, espinhos nessas flores, mas sempre há uma lâmina ou duas para desarmar a flor dos seus espinhos; há sempre flores sem espinhos sendo carregadas por uma pessoa apaixonada. A luz do dia em um quarto trancado – um mundo, - em um escuro, não se é notada com tanta evindêcia, entretanto sabe-se da sua existência, pois ver-se luminosidade pelas frestas da janela. A luz do dia é clara de estar claro pelo sol, motivo de sorrisos, de vontades e desejos, de vida. Dez palavras para completar uma sentença, essa sentença chama a lua, sem seu papel de iluminar como um objeto iluminado faz: Uma lua está chegando e trazendo com ela a solidão.
Não se atrasa o relógio do sol e da lua, eles estão interligados. Cedo ou tarde por mais que o sol brilhe a lua requer sua própria chegada para apaziguar a vida do dia e encarar o fim à noite. Não importa o que se faça a lua sempre irá aparecer.


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Aos corações inteiros.

Aos corações inteiros, saibam que o meu ainda está partido.
Eu construí paredes fortes e resistentes com camadas fortes de tinta branca sobre aquela cor velha que ali reinava. No interior da parede foram renovadas as vigas de ferro, uma porcentagem relevantemente mais forte. No piso, não mais lajotas quase vermelhas, mas uma cor azul do blues ainda contorna os passos feitos por mim. As portas não mudaram muito, por isso as fechaduras não foram trocadas; É difícil alguém entrar nesse coração, mas qualquer pessoa pode tentar com uma grande probabilidade de ser aceito, entretanto, a recepção de boas-vindas logo acaba se o visitante – ou hospedeiro - não traz consigo uma boa garrafa de alegria, alguns biscoitos de sorriso e uma mala cheia de curiosidade, personalidade e dosagens corretas de emoção.
Eu habito em um, dois, alguns corações – ou mesmo nenhum -, isso depende muito de quem mente para felicidade alheia, ou propaga uma verdade tão grande que seja difícil de acreditar. Isso não quer dizer que eu acredite em muitos sentimentos, principalmente em bons sentimentos. Eu já contei grandes verdades que foram se transformando em mudanças; Já espalhei uma mentira, um desejo oculto, que está quase se tornando história, composta por fatos, algumas personalidades e grandes acontecimentos, ocasionados por motivos banais é claro.
O fato é que, eu ando por aí juntando os cacos de alguns, talvez quebrando os cacos de outros, mas com certeza, eu ando mais fazendo o bem aos outros que a mim mesmo, entregando o meu sorriso e tristeza e muito, mas curto tempo ao desajeitado e correto desejável, mas difícil de suportar. Arriscando um pouco do pouco capitalismo que me move, mas que contribui de forma ainda mais desagradável para sistema financeiro, financiador dos corações partidos. Eu viajo do platônico ao literal para dar um pouco do sentimento que não acredito para quem acredita que precisa, mas eu, eu continuo pouco satisfeito com o que o sistema me impõe. Eu ando grudando e impedindo os cacos de um coração não partido, enquanto o meu ainda mais se parte. E aos corações inteiros, o meu continua se partindo.